Sábado, 28 de Janeiro de 2012

Armas despede-se este fim de semana de Portugal

Uma pintura que o VOLCAN DE TIJARAFE exibiu no costado durante alguns meses, prova do carinho da companhia para com os madeirenses
A Madeira ficou mais pobre, e de que maneira, com a desistência da linha Canárias-Madeira-Portimão por parte do operador espanhol Naviera Armas. Em plena época de conjuntura económica os portugueses voltam a ficar sem ligações marítimas entre Portugal Continental e a Madeira, que favorecia em preços mais acessíveis e possibilitava o transporte de viaturas e carga rodada.
Imagem publicada no livro "Embarcações da Madeira" apresentado ao público a bordo do ferry em Outubro de 2009
Eram muitos os emigrantes madeirenses e turistas que faziam longas viagens de carro para embarcar no ferry em Portimão seguindo depois para a Madeira, uma forma mais económica de fazer férias na região.
A Naviera Armas estreou-se no porto do Funchal a 1 de Julho de 2006 com o VOLCAN DE TIMANFAYA, numa ligação diária aos Domingos entre a Madeira e as Canárias que se prolongou apenas no período de Verão.
A linha repetiu-se o ano seguinte com o VOLCAN DE TAMADABA.
VOLCAN DE TAMADABA no Funchal
A introdução destas novas ligações ficou tão bem estabelecida que em 2008 a Armas expandia a rota até ao Algarve, Portimão permanecendo com a mesma durante todo o ano, com a mais recente unidade na frota, na época, o VOLCAN DE TIJARAFE. Quebrava-se assim um interregno de 30 anos sem ligações marítimas até ao continente.
O VOLCAN DEL TEIDE atracado no porto de Portimão na única escala que fez no Algarve
 Quase 5 anos depois sentimos nova regressão, com o operador a abandonar a linha devido a dificuldades económicas acrescidas e a lamentar falta de apoio por parte das entidades governamentais.
Hoje o VOLCAN DE TIJARAFE largou pela última vez para Portimão, e foi "aplaudido" por muitos madeirenses que estiveram hoje de manhã junto à rampa RO/RO num misto de indignação/agradecimento pelos benefícios que este armador veio a trazer à região e os quais agora abandona por motivo de força maior.

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